O silêncio como prescrição para o trabalho do jornalista

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46391/ALCEU.v17.ed33.2016.148

Palavras-chave:

Silêncio, Jornalista, Comunicação e trabalho, Prescrição, Censura

Resumo

O artigo apresenta uma discussão sobre o silenciamento, ou o ato impositivo do silêncio, como prescrição para o trabalho do jornalista. Para tanto, desenvolvemos o tema em dois tipos de problematização: a) os jornalistas que migram para os blogs, o fazem em busca de maior autonomia, para fugir das prescrições coercitivas das empresas de mídias tradicionais; b) a prescrição para o uso argumentativo dos números configura-se como estratégia persuasiva desviante, que, por sua aparente força de objetividade, silencia outros argumentos mais relevantes para a reflexão crítica do cidadão, consumidor do jornalismo. Essas duas questões são abordadas, tendo como orientação conceitual o binômio comunicação e trabalho e os resultados das pesquisas do Centro de Pesquisas em Comunicação e Trabalho – CPCT, da ECA-USP, membro da Rede de Estudos sobre Trabalho e Identidade do Jornalista.

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Biografia do Autor

Cláudia do Carmo Nonato Lima, USP

Doutora em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e Editora Executiva da revista Comunicação & Educação, na mesma instituição. É pesquisadora do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT-ECA/USP) e professora convidada dos cursos de pós-graduação lato sensu do CELACC - Centro de Estudos Latino americanos sobre Cultura e Comunicação (ECA/USP).Graduada em Comunicação Social (Habilitação Jornalismo) pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero (1990), especialista em Gestão da Comunicação (1999) e Mestre em Ciências da Comunicação (2010) pela Universidade de São Paulo. É integrante do Conselho Administrativo da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), gestão 2019-2021 e do Conselho Consultivo da Agência Mural de Jornalismo das Periferias. Áreas de interesse: comunicação, jornalismo, mundo do trabalho, relações de raça, classe e gênero no mundo do trabalho, mídia alternativa, censura e liberdade de expressão. 

Olivia Horta Bulla Piedade

Mestre em Ciências da Comunicação na Universidade de São Paulo (USP) em 2015, na área de Teoria e Pesquisa em Comunicação.
É pesquisadora do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT).

Roseli Aparecida Figaro Paulino, Universidade de São Paulo - USP

Professora Livre-docente, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade de São Paulo. Bolsista Produtividade em Pesquisa do CNPq, Nível 2.
É coordenadora do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho, CPCT.
Professora convidada da Celsa - Sorbonne Université. 
Possui estágio de pesquisa pós-doutoral no CIESPAL (2016) e pós-doutorado pela Universidade Aix-Marseille, França (2007), doutorado(1999) e mestrado (1993) em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo; e graduação em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Casper Líbero (1981).

Publicado

2016-12-10

Edição

Seção

Artigos