Globalização, atualização e permanência de um estilo

Coco Chanel

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46391/ALCEU.v17.ed33.2016.153

Palavras-chave:

Moda, Chanel, Indústria de luxo, Globalização

Resumo

A permanência do estilo criado por Chanel e sua disseminação são constatáveis na atualidade em lojas de departamentos populares e por meio de signos que caracterizam a marca, fenômeno explicado pela globalização mercadológica, apontada por Canclini (1996, 2007) e por Hall (2006), e pelas discussões sobre consumo e identidade levantadas por Bauman (2008). Este artigo analisa o desenvolvimento do estilo Chanel e de seus signos, retomando dados biográficos da estilista, registrados por Greenhalgh (2010), Karbo (2010), Moreira (2002) e Picardie (2011), e sustenta o argumento da perenidade do estilo Chanel não só em aspectos históricos, referentes à instalação e à afirmação da grife no mercado, mas também em pesquisa empírica, por meio da qual se identificaram produtos que imitam originais ou que se inspiram em seu estilo. O artigo traz registros fotográficos do comércio do centro de Porto Alegre/RS, para exemplificar, por meio do estilo Chanel, a adesão, da contemporaneidade, a padrões identitários múltiplos.

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Biografia do Autor

Nelson Batista Zimmer, Feevale

Bacharel em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo pela Universidade Feevale, é mestrando pelo Programa de Pós Graduação em Processos e Manifestações Culturais (CAPES 4). Desenvolve pesquisas dentro da linha Memória e Identidade. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Jornalismo e Editoração. Sua ligação com a imprensa especializada no setor coureiro-calçadista fortalece sua conexão com moda e suas mais diferentes vertentes.

Juracy Ignez Assmann Saraiva, Universidade Feevale

graduada em Letras pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos; Mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Doutora em Teoria Literária pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1990) e realizou Pós-Doutorado em Teoria Literária, na Universidade Estadual de Campinas (2000). É professora e pesquisadora na Universidade Feevale, em Novo Hamburgo, e coordenadora do Mestrado Profissional em Letras, dessa mesma instituição.

Publicado

2016-12-10

Edição

Seção

Artigos