Inventividade e desvio na série Ad Vitam

As vicissitudes humanas em contexto distópico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46391/ALCEU.v21.ed43.2021.206

Palavras-chave:

Distopia, Tempo, Projeto de vida, Audiovisual, Narrativas contemporâneas

Resumo

Debruçando-se sobre o universo criado por Sébastien Mounier na série Ad Vitam (2018), dirigida por Thomas Cailley e Manuel Schapira, tem-se a oportunidade de debater sobre a perpetuidade da vida e as motivações subjetivas individuais à luz de referenciais socioantropológicos e comunicacionais contemporâneos. Ao considerar a vivência em ambiente distópico, seus desafios e insurgências para a sociedade e o coletivo, o presente artigo tem como objetivo analisar questões acerca dos efeitos da saúde, do tempo e da construção de projetos de vida a partir do enredamento narrativo da série.

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Biografia do Autor

Breno da Silva Carvalho, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Graduado em Publicidade e Propaganda (UCSAL, 2001) e Ciências Sociais/Antropologia (UFBA, 2012), realizou o curso de Metodologia Quantitativa em Ciência Humanas (UFMG, 2008). É Mestre (UFBA, 2010) e Doutor em Antropologia (UFBA, 2017). Professor do Departamento de Comunicação Social / UFRN com foco em: comunicação e cultura digital; escrita e redação publicitária; linguagens publicitárias - online, offline e audiovisual; antropologia do consumo e das organizações; metodologia da pesquisa e produção de conhecimento. É Vice-Coordenador do Curso de Publicidade e Propaganda. Integra o Grupo de Pesquisa - Observatório de Tendências em Publicidade (OBTEP) na UFRN. Atualmente, desenvolve atividades extensionistas sobre a produção de conteúdo digital e participa do projeto de pesquisa Boas práticas sobre a COVID-19 no Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará: tradução e elaboração de materiais nos territórios. Atuou na Faculdade Social da Bahia (Membro do Núcleo Estruturante Docente e Professor, 2013-2019) e na UFBA (Prof. Substituto em Teoria Antropológica, 2010-2012). Trabalhou em diversas empresas de comunicação em Salvador/Bahia - algumas delas, com atuação nacional.

Raquel Assunção Oliveira, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Pesquisadora e comunicóloga potiguar. Professora Substituta na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Mestre em Comunicação pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal do Pernambuco (PPGCOM-UFPE), dentro da linha de pesquisa Estética e Culturas da Imagem e do Som. Especialista em Cinema e Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Possui também graduação em Design Gráfico pela Universidade Potiguar (UnP). Tem experiência profissional em agência de comunicação e tecnologia, trabalhando especialmente com produção de conteúdo, monitoramento e gerenciamento de redes sociais. Dentre os interesses atuais de pesquisa, destacam-se: estética; imagem; cultura digital; publicidade.

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Publicado

2021-05-24

Edição

Seção

Dossiê Distopia e narrativas contemporâneas: a difícil arte de imaginar o futuro