O cinema de guerra da Ceilândia

As máquinas de Adirley Queirós contra a utopia de Brasília

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46391/ALCEU.v21.ed43.2021.215

Palavras-chave:

Adirley Queirós, Brasília, cinema brasileiro contemporâneo, máquinas de guerra

Resumo

O cinema de Adirley Queirós funciona a partir de uma lógica de confronto envolvendo duas cidades: Brasília, a capital brasileira erguida nos anos 1960; e Ceilândia, cidade-satélite do Distrito Federal para onde foram removidas milhares de famílias excluídas do projeto modernista de Brasília. Em suas tramas de insurreição da periferia contra a capital, os filmes de Adirley investem de forma recorrente na fricção entre os corpos dos personagens, as arquiteturas urbanas e diferentes tipos de máquinas. Atento a esses imbricamentos, o artigo recorre ao pensamento de Deleuze e Guattari para investigar como esse cinema de guerra forja seus ataques aquele projeto utópico de cidade.

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Biografia do Autor

Felippe Schultz Mussel, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio

Professor do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio. Documentarista e diretor de som para cinema. Possui mestrado em Comunicação Social dentro da linha Estudos do Cinema e Audiovisual na UFF. Tem interesse de pesquisa acadêmica na área de Cinema, Política Estética, além dos Estudos de Som. Dirigiu o longa-metragem documentário "Em busca de um lugar comum" (2012). É responsável pelo som de mais de 30 filmes da produção recente do cinema brasileiro.

Cezar Migliorin, Universidade Federal Fluminense - UFF

Professor do Departamento de Cinema e membro do Programa de Pós-Graduação em Cinema e Audiovisual na UFF. Coordenador do projeto nacional de cinema, educação e direitos humanos: Inventar com a Diferença e Co-coordenador do Laboratório Kumã de Pesquisa e Experimentação em Imagem e Som. Doutor pela UFRJ e Sorbonne Nouvelle, na França, com pós-doutorado pela University of Roehampton, na Inglaterra. Foi professor visitante na Universidade de Salzburg na Áustria e na Universidade Louis Loumière - Lyon II, na França.

Publicado

2021-05-24

Edição

Seção

Dossiê Distopia e narrativas contemporâneas: a difícil arte de imaginar o futuro