Das redefinições da noção de duração ‘na duração’

Apontamentos para o lançamento de âncoras temporais nas análises comunicacionais em tempos acelerados

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46391/ALCEU.v20.ed41.2020.77

Palavras-chave:

Escola dos Annales, Longa duração, Aceleração do cotidiano, Formas culturais, Comunicação

Resumo

A percepção de aceleração do cotidiano, e a correlata mudança no entendimento do tempo constituem fatos da contemporaneidade. Defendendo a aplicação de abordagem historiográfica nas pesquisas em Comunicação, e considerando que a noção teórica de “longa duração” (Fernand Braudel) é impactada em tempos acelerados, o artigo aponta a necessidade de procurar por referências anteriores potenciais para os fenômenos comunicacionais investigados. Para articular tal procura, é apresentada a metáfora da âncora temporal, em abordagem que parece ser particularmente relevante no contexto da “media life” (Mark Deuze). As “formas culturais” (Raymond Williams) são sugeridas como alternativa na definição do que constituiria uma duração apropriada a considerar nas pesquisas conduzidas.

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Biografia do Autor

Carlos Eduardo Marquioni, Universidade Tuiuti do Paraná - UTP

Doutor em Comunicação e Linguagens – UTP/PR.
Docente no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Linguagens da UTP.

Geraldo Magela Pieroni, Universidade Tuiuti do Paraná - UTP

Docente no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Linguagens da UTP
Doutor em História pela Université de Paris IV – Paris-Sorbonne

Publicado

2020-10-02

Edição

Seção

Dossiê Narrativas midiáticas: tempo presente e história cultural