Narrativas midiáticas para o “dessequestro” da camisa da seleção brasileira de futebol

Política e futebol: a Canarinho em disputa

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46391/ALCEU.v24.ed52.2024.412

Palavras-chave:

Política, Seleção brasileira, Futebol, “Dessequestro”, Jornalismo

Resumo

O bolsonarismo sequestrou os símbolos nacionais, especialmente a camisa amarela da seleção brasileira de futebol masculino, o que fez parte da população rejeitar a Canarinho. Este artigo propõe-se a analisar a narrativa empreendida pelos jornais O Globo e Folha de S.Paulo durante a cobertura da Copa do Mundo de 2022 para verificar se houve uma tentativa de dissociar os símbolos nacionais da extrema-direita e devolvê-los ao povo brasileiro, o que entendo como “dessequestro”. O objetivo deste trabalho é entender quais foram os sentidos atribuídos pelos veículos e o que eles entendem como “dessequestro”.

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Biografia do Autor

Vania Oliveira Fortuna, Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Uerj

É professora adjunta da Faculdade de Comunicação Social da UERJ - Departamento de Relações Públicas - e subcoordenadora do Laboratório de Comunicação, Cidade e Consumo (Lacon/UERJ). Doutora em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

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Publicado

2024-05-30

Como Citar

Oliveira Fortuna, V., & Alves de Resende, M. (2024). Narrativas midiáticas para o “dessequestro” da camisa da seleção brasileira de futebol: Política e futebol: a Canarinho em disputa. ALCEU, 24(52), 38–58. https://doi.org/10.46391/ALCEU.v24.ed52.2024.412

Edição

Seção

Dossiê Estudos contemporâneos em comunicação e esporte