Paradoxos da historiografia e crítica da videoarte no Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46391/ALCEU.v25.ed56.2025.494

Palavras-chave:

Videoarte, Imagens em Movimento, Conceitualismo, Arte Contemporânea Brasileira

Resumo

O artigo propõe uma reflexão crítica sobre a historiografia da videoarte no Brasil, no campo da arte contemporânea, questionando as divisões estabelecidas com base nos suportes tecnológicos utilizados pelos artistas. A partir de uma revisão bibliográfica e análise crítica, busca-se problematizar os discursos cristalizados que tratam a videoarte como uma linguagem autônoma e, assim, acabam por desconsiderar a multiplicidade de outras práticas com imagens em movimento também adotadas por artistas visuais. O texto aponta alguns paradoxos da crítica e da história da arte, que procuram ao mesmo tempo afirmar a autonomia e desmaterialização dessas obras, enquanto também as classificam e as separam rigidamente de acordo com os meios utilizados para sua produção e/ou exibição. Dessa forma, o artigo defende a ampliação da historiografia da arte brasileira, superando a centralidade do suporte em favor de uma abordagem mais abrangente dessas práticas da arte contemporânea brasileira.

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Biografia do Autor

Mario Caillaux Oliveira, Instituto Federal de Brasília

Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UNB, com a tese ”Imagens em movimento na arte contemporânea brasileira: uma análise crítica e historiográfica”. Professor substituto do IFB, também desenvolve trabalhos em audiovisual atuando como produtor e editor.

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Publicado

01.12.2025

Como Citar

Caillaux Oliveira, M. (2025). Paradoxos da historiografia e crítica da videoarte no Brasil. ALCEU, 25(56), 7–25. https://doi.org/10.46391/ALCEU.v25.ed56.2025.494

Edição

Seção

Dossiê Dilemas e histórias da videoarte