Paradoxos da historiografia e crítica da videoarte no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.46391/ALCEU.v25.ed56.2025.494Palavras-chave:
Videoarte, Imagens em Movimento, Conceitualismo, Arte Contemporânea BrasileiraResumo
O artigo propõe uma reflexão crítica sobre a historiografia da videoarte no Brasil, no campo da arte contemporânea, questionando as divisões estabelecidas com base nos suportes tecnológicos utilizados pelos artistas. A partir de uma revisão bibliográfica e análise crítica, busca-se problematizar os discursos cristalizados que tratam a videoarte como uma linguagem autônoma e, assim, acabam por desconsiderar a multiplicidade de outras práticas com imagens em movimento também adotadas por artistas visuais. O texto aponta alguns paradoxos da crítica e da história da arte, que procuram ao mesmo tempo afirmar a autonomia e desmaterialização dessas obras, enquanto também as classificam e as separam rigidamente de acordo com os meios utilizados para sua produção e/ou exibição. Dessa forma, o artigo defende a ampliação da historiografia da arte brasileira, superando a centralidade do suporte em favor de uma abordagem mais abrangente dessas práticas da arte contemporânea brasileira.
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