Arquivos da Multidão
videoativismo e produção de memória na era digital
DOI:
https://doi.org/10.46391/ALCEU.v25.ed56.2025.503Palavras-chave:
Protestos, 2013, Contra-Arquivo, MemóriaResumo
A intensa produção de imagens ativistas digitais e sua difusão no ambiente da internet são os pontos de partida para pensar os Arquivos da Multidão. Durante as manifestações de Junho de 2013, no Brasil, vivemos um momento importante de rompimento do controle da imagem. As “imagens ardentes” (Lima, 2017) produzidas nas ruas durante os protestos e difundidas na internet conformam hoje uma memória coletiva, heterogênea e fragmentada desse acontecimento. A partir das experiências dos arquivos ativistas árabes Bak.ma e 858.ma, e da tomada de consciência sobre a importância de se construir arquivos ativistas digitais das memórias das lutas populares, refletimos sobre como a criação dos Arquivos da Multidão, de 2013, é um gesto de resistência, que indaga caminhos para uma cartografia das imagens de resistência no Brasil contemporâneo, olhando o excesso de produções ativistas como uma potência política na disputa da escrita da história.
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