'Shoah', de Claude Lanzmann: O interminável trabalho do testemunho
DOI:
https://doi.org/10.46391/ALCEU.v25.ed57.2025.518Palavras-chave:
Claude Lanzmann, Shoah, Testemunho, SilêncioResumo
Este artigo tem como objetivo central considerar a atualidade do filme Shoah, de Claude Lanzmann, em duas dimensões: de um lado, analisando seus vínculos com a elaboração do acontecimento das práticas nazistas de extermínio dos judeus da Europa e suas formas de transmissão, com ênfase no testemunho, conectando-o à conformação do gênero testemunhal e suas operações no quadro das práticas de memória e fazendo referência a obras de arte contemporâneas, tributárias das reflexões inauguradas pelo filme; de outro, refletindo sobre Shoah enquanto acontecimento discursivo, indissociável da singularidade da história e da memória que pretende contar. Concluímos destacando testemunhas-chave que conferem ao filme sua potência de transmissão do que essas pessoas têm a contar, e que as ouvir segue constituindo uma tarefa atual, interminável, sobretudo dada a continuidade da injustiça e das variadas formas de catástrofes de assinatura humana.
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