Anos rebeldes: Memória da ditadura e pretensão à verdade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46391/ALCEU.v26.ed59.2026.573

Palavras-chave:

Anos Rebeldes, Ditadura, TV Globo, Memória, Verdade

Resumo

Este artigo se propõe a compreender a construção de memória sobre a ditadura militar brasileira (1964-1985) feita através da minissérie Anos rebeldes (1992), a partir da análise fílmica do que chamamos de “clipes de contextualização histórica.” São trechos inseridos em alguns capítulos, com sequências de imagens em preto e branco, seja em movimento ou estáticas, e uma música de fundo, geralmente lançada no ano que o período da minissérie representa. Esses clipes, dirigidos por Silvio Tendler, apresentam imagens de arquivo editadas junto a imagens dos personagens fictícios da série. Busca-se compreender o papel dos enunciados com pretensão à verdade – em especial, os clipes – na produção de memória sobre a ditadura feita pela minissérie. Como resultado, concluímos que os clipes dão conotação de verdade à narrativa ficcional e assim reforçam o projeto de memória da TV Globo sobre a ditadura e a luta armada.

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Biografia do Autor

Mônica Mourão, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Departamento de Comunicação Social

Professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), tendo exercido a vice-chefia do Departamento de Comunicação entre 2022 e 2023 e a coordenação do curso de graduação em Jornalismo entre 2023 e 2024. Integra o conselho consultivo do Centro de Referência em Direitos Humanos Marcos Dionísio. Coordena o Grupo de Investigações sobre Linguagem, Memória e Representação (GILMaR).

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Publicado

14.09.2026

Como Citar

Mourão, M. (2026). Anos rebeldes: Memória da ditadura e pretensão à verdade. ALCEU, 26(59), 80–100. https://doi.org/10.46391/ALCEU.v26.ed59.2026.573

Edição

Seção

Dossiê Silvio Tendler – Memória, História e Imagem no Documentário Brasileiro