“Alô, amigo. Alô, chefia”

Milton Santos, um intelectual outsider extremamente humano

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46391/ALCEU.v26.ed59.2026.577

Palavras-chave:

Cinema político. Milton Santos. Documentário. Silvio Tender.

Resumo

Este artigo analisa o documentário Encontro com Milton Santos: o mundo global visto do lado de cá, de Silvio Tendler (2006), tomando como eixo a construção de Santos como intelectual outsider e a relação entre cinema político e produção imagética do dissenso. A partir de pesquisa teórico-ensaística e exame documental fílmico, mobilizam-se aportes de Milton Santos, Muniz Sodré, Victor Galdino, Frantz Fanon e Nego Bispo para esmiuçar três problemas articulados: as categorias “negro”, “brasileiro” e “intelectual”; a imagem documental como intervenção política; e a tensão produtiva entre outsiderismo e militância. Argumenta-se que o filme não apenas representa o pensamento miltoniano, mas encena uma gramática crítica tendleriana em que discurso, montagem e visualidade disputam o imaginário na elaboração de uma humanidade plural, aqui lida como “extremamente humana”. Como resultado, sustenta-se que o cinema político de Tendler opera como práticas narrativa e contranarrativa, convertendo o documentário em ferramenta de intervenção social.

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Biografia do Autor

Maria Clara Niemeyer, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Programa de Pós-graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS)

Doutora em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS/FIOCRUZ). Pesquisadora Colaboradora Externa do Laboratório Encruzilhadas Filosóficas (UFRJ). Pesquisadora Investigadora Visitante do Laboratório DigiMedia (Universidade de Aveiro, Portugal)

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Publicado

14.09.2026

Como Citar

Niemeyer, M. C. (2026). “Alô, amigo. Alô, chefia”: Milton Santos, um intelectual outsider extremamente humano . ALCEU, 26(59), 161–182. https://doi.org/10.46391/ALCEU.v26.ed59.2026.577

Edição

Seção

Dossiê Silvio Tendler – Memória, História e Imagem no Documentário Brasileiro