Os Deuses como Formas de Mídia

Notas sobre as Implicações Ecológicas da Mitologia Grega

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46391/ALCEU.v22.ed46.2022.283

Palavras-chave:

Mitologia grega, Ecologia das Mídias, Deuses, Eurípedes, Ésquilo, Nietzsche

Resumo

Neste ensaio ofereço quatro representações distintas da mitologia grega e discuto suas implicações para o estudo de Ecologia das Mídias. Após apresentar os deuses como a origem da psicologia moderna, debato a respeito da rede invisível de Hefesto na Odisséia de Homero, os arquétipos Apolíneos-Dionisíacos da dialética de Friedrich Nietzsche, o princípio da democracia jurídica na Oresteia de Ésquilo e o mito de Cadmo como exposto em As Bacantes de Eurípides. A mitologia da Grécia Antiga e de Roma criaram o solo fértil para que os fundadores da psicologia moderna, especialmente Sigmund Freud e Carl Jung, fossem capazes de cultivar suas filosofias. Sugerir que os deuses corporificam formas midiáticas é assegurar seu papel dramático como um meio termo da etiqueta social, o vínculo entre a anarquia caótica da pré-história e o que podemos denominar como as formas de cortesia ritualística da modernidade. O elemento arquetípico do mitológico sugere uma forma de permanência evolutiva que nutre a condição humana. Desta forma, somos capazes de nos voltar aos deuses não pela solução para os problemas modernos, mas para as negociações que possam aliviar as emoções sombrias, visto que, nos deuses, testemunhamos os métodos comprovados que funcionaram para nossos antigos ancestrais milhares de anos atrás – narrativas que aplacaram o medo e expiaram a culpa de uma forma que chamamos de heroica.

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Biografia do Autor

Barry Liss, University of Wisconsin Milwaukee

Professor adjunto no Departamento de Artes e Humanidades / Universidade de Wisconsin Milwaukee.

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Publicado

2022-05-18

Edição

Seção

Dossiê Media Ecology