Los retos del periodismo profesional en el siglo XXI

Periodismo en red, deslegitimación y desinformación

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.46391/ALCEU.v22.ed48.2022.337

Palabras clave:

Periodismo, Democracia, Desinformación, Redes sociales, Populismo digital

Resumen

A partir del siglo XIX, el periodismo informativo se estableció en la sociedad moderna como un agente democrático fundamental que proporciona temas para el debate público, supervisa las instituciones -el cuarto poder- y defiende a los ciudadanos. En esta simbiosis entre la práctica periodística y la democracia, el periodismo se profesionalizó, estableció un pacto de credibilidad con la sociedad y pasó a ser percibido como un sistema experto al adquirir centralidad en la producción y distribución de información basada en un método de trabajo especializado basado en técnica y ética que diferenciaba la profesión de todas las demás formas de comunicación. La prominencia y hegemonía de la prensa y, posteriormente, los medios de comunicación masiva como impulsores del foro público de las naciones democráticas, permanecieron inseparables a lo largo del siglo XX. Con la evolución de internet y las tecnologías digitales, especialmente en el siglo
XXI, el papel del periodismo profesional como protagonista en la producción y distribución de noticias entra en crisis; la autoridad y credibilidad de la prensa se cuestionan en el momento en que pierde la exclusividad en la producción y difusión de información a gran escala y, en paralelo, el populismo digital y las campañas hipermediáticas tienen la distribución automatizada de información falsa y la deslegitimación del periodismo profesional en sus tácticas de comunicación. En este sentido, este artículo presenta una reflexión sobre los efectos del ecosistema comunicacional contemporáneo sobre la centralidad y credibilidad del periodismo profesional y demuestra cómo la fragilidad del pacto de credibilidad entre la sociedad y el periodismo profesional es una estrategia presente en la comunicación política contemporánea marcada por el populismo digital y la hipermediatización de las campañas.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Luciana Roxo, Unicarioca

Doutora e mestre em comunicação social pelo Programa de Pós Graduação da PUC Rio; docente de graduação e pós-graduação nas áreas de jornalismo, cultura digital, mídias sociais e marketing; jornalista com especialização em marketing; 25 anos de experiência no mercado corporativo em comunicação digital, produção editorial, organização de eventos, endomarketing e comunicação corporativa.

Citas

AGUIAR, Leonel & BARSOTTI, Adriana. Jornalismo amador: proposta para definir as práticas jornalísticas exercidas pelo público em ambientes interativos. Pauta Geral, v. 1, n. 1, p. 43-58, 2014.

BARSOTTI, Adriana. Da fase romântica do jornalismo político e literário à era da internet: o jornalismo e a busca por legitimação. Trabalho apresentado no GP Teorias do Jornalismo, XIV Encontro dos Grupos de Pesquisas em Comunicação, evento componente do 37 º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Foz de Iguaçu, PR, 2014.

______. Uma história da primeira página: do grito ao silêncio no jornalismo em rede. Florianópolis: Insular. 2018

BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Difel. 1989

BRUNS, Axel. Blogs, Wikipedia, Second Life and beyond: from production to produsage. Nova York: Peter Lang Publishing, 2008.

CASTELLS, Manuel. A Sociedade em rede – A Era da Informação: economia, sociedade e cultura. São Paulo: Paz e Terra, 2009.

CESARINO, Letícia. Identidade e representação no bolsonarismo: corpo digital do rei, bivalência conservadorismo-neoliberalismo e pessoa fractal. Revista de Antropologia, 2019, 62(3), 530-557. https://doi.org/10.11606/2179- 0892.ra.2019.165232

CEZAR, Gustavo. As notícias e seus critérios na perspectiva da rede. 2014. Tese (Doutorado em Comunicação Social) – Faculdade de Comunicação Social, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

CHARAUDEAU, Patrick. A conquista da opinião pública: como o discurso manipula as escolhas políticas. Contexto. 2016.

COSTA, Caio. Politização, polarização e o futuro do jornalismo profissional. In: Tempestade perfeita: sete visões da crise do jornalismo profissional. Rio de Janeiro: História Real, 2021.

GRAMSCI, Antonio. Escritos políticos. Civilização Brasileira. 2004

HABERMAS, Jürgen. Mudança estrutural da esfera pública: investigações quanto a uma categoria da sociedade burguesa. Rio de Janeiro: Edições Tempo Brasileiro, 1984.

HEINRICH, Ansgard. Network Journalism. Londres: Routledge, 2011.

JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo: Aleph, 2009.

______. Cultura da conexão: criando valor e significado por meio da mídia propagável. São Paulo: Aleph. 2014.

LIPPMANN, Walter. Opinião pública. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010.

MASIP, Pere. Investigar el periodismo desde la perspectiva de las audiencias. El profesional de la información, v. 25, n. 3, p. 323-330, mai./jun. 2016.

MCCOMBS, Maxwell & SHAW, Donald. The agenda-setting function of mass media. Public Opinion Quarterly, 36 (2): 176-87. 1972.

MELLO, Patrícia. A máquina do ódio: notas de uma repórter sobre fake news e violência digital. Companhia das Letras. 2020

MIGUEL, Luis. O jornalismo como sistema perito. Tempo Social, 1999, 11(1), 197-208.

______. Os Meios de Comunicação e a Prática Política. Revista Lua Nova nº 55-56, 2002. p. 155-184.

______. A mídia e o declínio da confiança na política. Revista Sociologias, Porto Alegre, ano 10, nº 19, jan./jun. 2008, p. 250-273.

______. Visibilidade na Mídia e Campo Político no Brasil. Dados – Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, vol. 53, no 3, 2010, pp. 695 a 735.

______. Democracia e representação: territórios em disputa. São Paulo, Editora Unesp. 2014

______ . A reemergência da direita brasileira. In E. Gallego (Ed.), O Ódio com Política,17–26. Boitempo. 2018

______ . O jornalismo no novo ambiente comunicacional: uma reavaliação da noção do “jornalismo como sistema perito”. Tempo Social, 2022, 34(2), 195-216.

MOREIRA, T. Política 2.0: A utilização das redes sociais facebook e twitter em campanhas eleitorais e o caso das presidenciais 2011. Dissertação de Mestrado do Departamento de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto. Porto, 2011.

MOURA, M. & CORBELLINI, J. A eleição disruptiva: por que Bolsonaro venceu. Rio de Janeiro: Record, 2019.

MOTTA, Luiz Gonzaga. Teoria da notícia: as relações entre o real e simbólico. In M. Mouillaud e S. Porto, O jornal: da forma ao sentido (pp. 697-714). UnB. 2012

______ et all. Notícia e construção de sentidos: análise a narrativa jornalística. Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, 2004, 31–51. http://dx.doi.org/10.1590/rbcc.v27i2.1067

PEREIRA, R. Pronunciamentos oficiais da presidência da república durante a pandemia de Covid-19: uma narrativa da perversidade neoliberal. Revista Philologus, Ano 27, n. 81 Supl., Rio de Janeiro: CiFEFiL, Set./Dez.2021. p. 2108 – 2124.

KAKUTANI, Michiko. A morte da verdade. Intrínseca. 2018.

KLEINBERG, Jon e EASLEY, David. Networks, Crowds, and Markets: Reasoning about a Highly Connected World. Cambridge University Press, 2010.

KOVACH, Bill & ROSENSTIEL, Tom. Os elementos do jornalismo: o que os jornalistas devem saber e o público exigir. São Paulo: Geração Editorial, 2003.

RECUERO, Raquel. Redes sociais na Internet. Sulinas. 2005.

______. A Conversação em Rede. Porto Alegre: Sulina, 2012.

______. Atos de ameaça à face e à conversação em redes sociais na internet, In: Interações em Rede. Alex Primo (org.). Porto Alegre: Editora Sulina. 2016.

______ & ZAGO, G. A Rede é a Mensagem: Efeitos da Difusão de Informações nos Sites de Rede Social. In: ENCONTRO ANUAL DA COMPÓS, 2011, Porto Alegre. Porto Alegre: UFRGS, 2011.

ROXO, Luciana. Mulheres no Facebook: Um olhar sobre a sociabilidade e a exposição feminina em uma conversação em rede. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós Graduação em Comunicação Social da PUC do Rio de Janeiro. Orientação Profa Doutora Angeluccia Habert. 2014.

______. Jornalismo, jornalistas e notícias: uma revisitação teórica de conceitos em constante reinvenção. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação 41º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Joinville, SC, 2018.

______. Com a palavra, os leitores: Uma análise da conversação em rede sobre o jornalismo nas mídias sociais. Tese de Doutorado. Programa de Pós Graduação em Comunicação Social da PUC do Rio de Janeiro. Orientação Prof Doutor Leonel Aguiar. 2020.

______ & AGUIAR, Leonel. A credibilidade jornalística como crítica à “cultura da desinformação”: uma contribuição ao debate sobre fake news. Revista Mídia e Cotidiano. Vol. 13, No 3, dez 2019, pág. 162 – 186.

______. O populismo digital e a infodemia: reflexos da desordem informacional no discurso da audiência jornalística. Revista Comunicando. Nº2 vol. 10: jul - dez 2021.

SCHUDSON, Michael. Descobrindo a notícia: uma história social dos jornais nos Estados Unidos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010.

SODRÉ, Muniz. A Narração do Fato: Notas para uma teoria do acontecimento. Petrópolis: Vozes, 2012.

WARDLE, Claire. & DERAKHSHAN, Hossein. Information Disorder: toward an interdisciplinary framework for research and policy making. Council of Europe. 2017.

Publicado

2022-12-18

Cómo citar

Roxo, L. (2022). Los retos del periodismo profesional en el siglo XXI: Periodismo en red, deslegitimación y desinformación. ALCEU, 22(48), 33–63. https://doi.org/10.46391/ALCEU.v22.ed48.2022.337

Número

Sección

Dossiê Consequências das mídias digitais para as democracias na América Latina