Distopia, Utopia, Catarse

o cinema sintomático de Kleber Mendonça Filho

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46391/ALCEU.v21.ed43.2021.204

Palavras-chave:

Cinema distópico, Brasil distópico, Kleber Mendonça Filho, Bacurau

Resumo

O texto trata do cinema distópico, que tem lugar no Brasil dos últimos anos, como propositor de questões concernentes ao cenário sociopolítico que se instalou no país. Com base principalmente em preceitos advindos advindos de trabalhos que se dedicam às ditas ‘teorias de cineastas’ (PENAFRIA, M. et alii. Teoria dos cineastas: uma abordagem para a teoria do cinema, 2015), e em estudos de Alexandre Astruc (2012), Frantz Fannon (2002), e Ismail Xavier (2020), o enfoque principal recai sobre o filme Bacurau (2019), de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, cujo universo fictício sintomaticamente distópico estimula no espectador, potencialmente, uma vivência catártica capaz de levantar reflexões acerca da experiência estética como uma experiência política e de resistência.

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Biografia do Autor

Sandra Fischer, Universidade Tuiuti do Paraná

Pós-doutora em Cinema pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ) e doutora em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP); docente e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Linguagens da Universidade Tuiuti do Paraná (PPGCom/UTP); vice-líder do Grupo de Pesquisa “Desdobramentos Simbólicos do Espaço Urbano nas Narrativas Audiovisuais” (GRUDES, PPGCom-UTP / CNPq); sandrafischer@uol.com.br

Aline Vaz, Universidade Tuiuti do Paraná

Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Linguagens da Universidade Tuiuti do Paraná (PPGCom/UTP); pesquisadora associada ao GRUDES (PPGCom-UTP / CNPq); bolsista CAPES/PROSUP; alinevaz900@gmail.com

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Publicado

2021-05-24

Edição

Seção

Dossiê Distopia e narrativas contemporâneas: a difícil arte de imaginar o futuro