Paroxismo das câmeras cotidianas

Desafios narrativos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46391/ALCEU.v21.ed43.2021.223

Palavras-chave:

Câmeras, Paroxismo, Narração, Conhecimento

Resumo

Este ensaio propõe-se a discutir o tema da proliferação excessiva de registros imagéticos na sociedade contemporânea, apresentando a noção de paroxismo e as dificuldades de se produzir um futuro conhecimento histórico, tendo em vista o extrapolamento dos limites de representação da narrativa linear. Reflete-se sobre a necessidade de reformulação da noção de narrativa, considerando a dimensão do arranjo material dos objetos técnicos, a profusão de registro enquanto extrapolamento da memória e a reelaboração das ferramentas interpretativas tradicionais.

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Biografia do Autor

Angela Maria Meili, Universidade Estadual do Paraná

Professora do Curso de Letras da Universidade Estadual do Paraná (Campus União da Vitória). Doutora em Comunicação Social, em 2015, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, onde desenvolveu tese sobre a circulação de cinema nas redes BitTorrent, pirataria e cinefilia (fomento CAPES). Seu campo de conhecimento concentra-se nas áreas relacionadas à mídia, tecnologia, cultura e linguagem. Tem estágio doutoral em Film Studies na University College of Cork (Irlanda), realizado em 2013 (fomento CAPES). Mestre em Linguística, em 2008, pela Universidade Estadual de Campinas, desenvolveu dissertação sobre linguagem e apropriações tecnológicas nas práticas de TV Livre (fomento FAPESP). Licenciada em Letras pela Fundação Universidade Federal de Rio Grande, em 2005, onde fez Iniciação Científica na área de Linguística Aplicada (fomento CNPq).

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Publicado

2021-05-24

Edição

Seção

Artigos