Uma lata de balas de menta

Artimanhas retóricas em embalagens e reclamações ardidas do consumidor

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46391/ALCEU.v23.ed49.2023.318

Palavras-chave:

Embalagem, Publicidade, Literatura

Resumo

Se em seus primórdios as embalagens surgiram para guardar e proteger os produtos, com o tempo se tornaram o espaço inaugural do discurso publicitário, pois passaram a conter não apenas informações legais, mas também recursos suasórios da retórica do consumo. O objetivo deste artigo é investigar a embalagem de produtos alimentícios como medium, a partir da obra de ficção Carta a uma fábrica de balas de menta, de escritora Lydia Davis (2017), que nos permite abordar o entrelaçamento dos três elementos do processo da fabricação de um bem (produtor, mercadoria e consumidor). Para isso, mobilizaremos pressupostos teóricos da criação publicitária e estudos sobre sociedade de consumo.

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Biografia do Autor

João Anzanello Carrascoza, Escola Superior de Propaganda e Marketing - ESPM-SP

Graduado em Publicidade e Propaganda pela Escola de Comunicações e Artes (1983), com mestrado (1999) e doutorado (2003) em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo, onde é professor da disciplina Redação Publicitária desde 1990. É também docente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Práticas de Consumo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (SP), com pós-doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (2014) sobre a interface publicidade e literatura. Comunicação é a sua área de investigação, com ênfase nos processos retóricos e análise do discurso da publicidade.

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Publicado

2023-08-30

Como Citar

Anzanello Carrascoza, J. (2023). Uma lata de balas de menta: Artimanhas retóricas em embalagens e reclamações ardidas do consumidor . ALCEU, 23(49), 37–53. https://doi.org/10.46391/ALCEU.v23.ed49.2023.318

Edição

Seção

Artigos